O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou aniquilar o Irã neste domingo, dois meses e meio após o início da ofensiva contra Teerã. A declaração ocorreu enquanto um drone caiu perto de uma instalação nuclear nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo o porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, se houver nova agressão, o Exército do Irã será confrontado com cenários inéditos, ofensivos, surpreendentes e perturbadores. A ameaça foi usada para advertir Washington.
O Irã já havia advertido que o presidente dos EUA deveria saber que recursos iranianos seriam atacados caso haja agressão. Os dois países não mantêm negociações diretas desde uma reunião no Paquistão, em meados de abril.
Desde 8 de abril, embora um cessar-fogo tenha sido acordado, as negociações de paz ainda estão paralisadas e ataques esporádicos continuam no cenário regional. A trégua não estabilizou as diferentes frentes de conflito.
Desdobramentos regionais
Veículos de imprensa iranianos dizem que Washington não apresentou concessões concretas à agenda de negociação, incluindo pontos sobre instalação nuclear e bens iranianos congelados no exterior. O impasse persiste.
O conflito envolve também Israel e Líbano, com relatos de ataques recentes contra o sul do Líbano e projeções de retaliação. O Estreito de Ormuz permanece sob tensão, influenciando transportes e exportações globais.
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