Elon Musk perdeu nesta segunda-feira, 18, um processo movido contra a OpenAI e seus líderes pela via judicial dos EUA. O júri, em Oakland, Califórnia, considerou que a ação já estava prescrita após cerca de 90 minutos de deliberação. A decisão funciona como recomendação para a juíza Yvonne Gonzalez Rogers, que deverá emitir a sentença final.
O litígio questionava supostos prejuízos ao setor sem fins lucrativos da OpenAI com a mudança para uma estrutura que inclui fins lucrativos. A defesa da OpenAI sustentou que a missão da empresa não mudou e que o conselho continua sem fins lucrativos. Musk já havia fundado a empresa concorrente xAI.
Envolvidos e timeline
Entre os réus estão Sam Altman, CEO da OpenAI, e Greg Brockman, presidente. Musk pediu a devolução de mais de US$ 130 bilhões e a destituição de dirigentes, além de desfazer a reestruturação corporativa. A OpenAI foi cofundada por Musk, que também investiu recursos no início.
Evidências e depoimentos
O processo reuniu centenas de páginas de e-mails, mensagens e notas internas. Testemunhas incluíram Ilya Sutskever, cofundador da OpenAI, e Shivon Zilis, executiva ligada a Musk. Também foram citadas conversas entre Musk e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, sobre possíveis movimentos estratégicos.
Contexto e desdobramentos
As acusações apontaram que Musk, que ajudou a financiar a OpenAI com cerca de US$ 38 milhões, pressionou pela criação de uma entidade com fins lucrativos para competir com o Google. O caso ocorreu em meio a especulações sobre captação de recursos para sustentar a infraestrutura da empresa.
Decisão e próximos passos
A decisão do júri, favorável à OpenAI, indica que o tribunal considerou verificados os pontos discutidos, incluindo o conhecimento de Musk sobre o comportamento alegado em 2021. A magistrada deverá alinhar-se à recomendação do júri ao proferir a sentença final.
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