Taiwan não provocará conflito, mas não abrirá mão de sua soberania, disse o presidente Lai Ching-te após a cúpula entre Trump e Xi Jinping, que discutiu a questão da independência taiwanesa. A fala ocorreu em meio a sinais de tensões entre Washington, Pequim e Taipé.
Segundo a imprensa estatal chinesa, Xi teria tratado Taiwan como o tema mais importante das relações bilaterais e alertou para que o manejo inadequado do assunto possa levar a conflitos. Enquanto isso, Trump avisou, em entrevista à Fox News, que não busca a independência de Taiwan, ressaltando que a política dos EUA não mudou.
O governo de Taiwan, sob Lai e antes sob Tsai Ing-wen, rejeita declarar formalmente a independência, afirmando que já considera o país como soberano. Em publicação no Facebook, Lai reiterou que não há a questão de “independência de Taiwan” e que o futuro do território deve refletir a vontade do povo taiwanês.
Armas dos EUA e equilíbrio regional
O apoio militar dos EUA a Taiwan permanece firme, com bases legais que permitem a venda de armamentos para a defesa. O governo americano aprovou, em dezembro, um pacote de cerca de 11 bilhões de dólares em armas, um dos maiores já registrados, provocando reação de Pequim.
Trump afirmou, ao retornar de Beijing, que decidirá sobre as vendas de armas, destacando que o assunto foi discutido com Xi com profundidade. Os EUA mantêm o Taiwan Relations Act, que orienta o apoio militar a Taipé, sem consultar Pequim sobre tais pautas.
Lai agradeceu a Trump pela contínua assistência à paz no Estreito de Taiwan e pelo incremento nas vendas de armamentos. Em sua mensagem, destacou que a cooperação de segurança entre EUA e Taiwan é essencial para a estabilidade regional diante da pressão de Pequim sobre a ilha.
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