Vladimir Putin chegou à China para uma visita oficial de dois dias a convite de Xi Jinping. O encontro, marcado para 19 e 20 de maio, ocorre quatro dias após a passagem de Trump por Pequim e reforça a aliança entre Rússia e China frente a tensões com os EUA.
A visita celebra os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa e busca ampliar a parceria estratégica entre Moscou e Pequim. As autoridades russas indicam uma agenda ampla, com foco em energia, comércio, transporte e cooperação tecnológica.
Putin e Xi devem assinar uma declaração conjunta e cerca de 40 acordos bilaterais. As áreas contempladas vão desde energia e indústria até educação e cultura, com debates sobre a cooperação estratégica e temas internacionais prioritários.
Entre os temas prioritários está a defesa de um mundo multipolar. A proposta busca reduzir a predominância de potências ocidentais nas decisões globais e reforçar os laços entre Moscou e Pequim.
A guerra na Ucrânia segue como pano de fundo, com a China mantendo posição de negociar a paz e respeitar a integridade territorial, sem condenar oficialmente a ofensiva russa. A Rússia contesta sanções ocidentais e busca respaldo econômico.
Dados indicam recorde no comércio bilateral, próximo de 240 bilhões de dólares, com transações em rublos e yuans. O megagasoduto Força da Sibéria 2 deve ganhar impulso nas conversas, visando gás russo para a China por três décadas.
Além disso, o Oriente Médio figura na pauta, com laços estratégicos entre China, Rússia e Irã. A tensão no Estreito de Ormuz alimenta a busca por acordos energéticos mais robustos entre os dois países.
No campo diplomático, o governo chinês não reconhece a jurisdição do Tribunal Penal Internacional sobre Putin, o que facilita viagens do presidente russo a Pequim. A visita deve terminar com um encontro informal para discutir assuntos confidenciais.
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