Nos últimos meses, instalações militares e petrolíferas russas têm sido alvo de ataques com drones de médio alcance. O movimento ocorre no contexto da ofensiva ucraniana em território russo, com o objetivo de interromper avanços de Moscou e ampliar o alcance das ações de Kiev. Especialistas apontam que a estratégia de ataques de longo alcance ganhou espaço no conflito.
Comandantes ucranianos e analistas destacam que os recursos passaram a ser direcionados a ofensivas intermediárias, visando radares e defesas aéreas de curto e médio alcance, bem como infraestrutura de comunicações e logística. Grandes veículos militares também têm sido alvo em profundidade operacional.
A avaliação é de que, isoladamente, a ofensiva não reverteu o cenário, mas pode mudar a dinâmica da guerra. O professor Vitelio Brustolin afirma que a Ucrânia demonstra maior capacidade de resposta com uso de drones, o que aumenta a mortalidade na linha de frente para as tropas russas.
Segundo a Mediazona, órgão de divulgação noticiosa na Rússia, foram registradas perdas significativas para Moscou: cerca de 352 mil soldados mortos ou feridos no conflito. Estima-se que o total de baixas, contando feridos, passe de 1,4 milhão de militares.
O mês recente também ampliou o apoio externo à Ucrânia, com o recebimento de bilhões em assistência. A soma de recursos financeiros internacionais pressiona a posição de Putin, que tem reduzido a popularidade em pesquisas internas.
Análise da ofensiva e impactos
Especialistas ressaltam que a combinação de drones de longo alcance, apoio internacional e acessos logísticos complicados para a Rússia pode influenciar o curso do conflito. O uso de tecnologia disruptiva é destacado como fator-chave na mudança de tática.
Observa-se ainda a tensão entre as partes, com Kiev buscando manter pressão sobre alvos estratégicos russos. A situação ressalta a importância de avaliações contínuas sobre perdas humanas e estratégicas em ambos os lados, sem previsões definitivas sobre desfechos.
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