José Luis Rodríguez Zapatero, ex-primeiro-ministro da Espanha, foi colocado sob investigação por suposta pressão de influências e outros delitos, no âmbito de apurações sobre o resgate estatal de 53 milhões de euros da companhia aérea Plus Ultra, ligada à Venezuela, durante a pandemia de Covid-19. A decisão seguiu um despacho de um juiz da Audiencia Nacional.
A investigação questiona se o governo destinou os recursos de forma inadequada e se houve lavagem de dinheiro envolvendo fundos da Venezuela, com possíveis desdobramentos na França, Suíça e Espanha. Três empresas tiveram os imóveis auditados pela polícia.
Zapatero foi citado para depor na Audiencia Nacional no dia 2 de junho, após o juiz José Luis Calama autorizar buscas nos escritórios do ex-primeiro-ministro e de empresas associadas. O político nega irregularidades e afirma não ter recebido comissões do Plus Ultra.
Zapatero já participou de sessão no Senado em março, defendendo que não houve comissões indevidas. Reconheceu ter prestado consultoria a um amigo relacionado ao Plus Ultra, que foi detido em dezembro. A defesa sustenta que o resgate seguiu regras, controles e termos legais.
O caso também envolve o atual premiê Pedro Sánchez, que enfrenta outras acusações de corrupção associadas à sua família, ao partido e à gestão pública. Begoña Gómez, esposa de Sánchez, foi formalmente acusada, e o irmão do premiê enfrenta processo.
O Partido Socialista manifestou apoio a Zapatero, valorizando seu legado. Já a oposição conservadora criticou a atuação dos governos socialistas recentes, citando supostos casos de corrupção ligados aos dois últimos mandatários.
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