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Monumento na Coreia do Norte pode revelar mortes de soldados na Rússia-Ucrânia

Museu em Pyongyang aponta cerca de 2 mil norte-coreanos mortos na operação russa contra a Ucrânia, revelando a escala de perdas e a cooperação com Moscou

Um 'fluxo interminável de pessoas', incluindo crianças, tem visitado o museu, diz a agência de notícias estatal da Coreia do Norte
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Um novo museu em Pyongyang apresenta nomes gravados em paredes que, segundo uma investigação da BBC, sinalizam o número de soldados norte-coreanos mortos no conflito envolvendo Rússia e Ucrânia. As gravações estariam relacionadas a uma operação na região de Kursk, na Rússia, durante a guerra europeia.

A obra museológica foi ordenada pelo líder Kim Jong Un em outubro de 2025 e fica no distrito de Hwasong. A obra revelou, por meio de imagens de satélite, a construção iniciada naquele mês e concluída em abril de 2026, com inauguração em 26 de abril.

O memorial, chamado Memorial dos Feitos de Combate em Operações Militares no Exterior, inclui um prédio, um cemitério e duas paredes de 30 metros que trazem os nomes dos soldados. A BBC estima que o conjunto pode registrar cerca de 2.304 nomes, com base no layout das paredes.

A análise indica que cada parede possui nove seções com aproximadamente 16 colunas por seção. Assim, seriam 1.152 nomes gravados em cada uma, totalizando 2.304 nomes nas duas paredes. Especialistas veem conformidade com a soma total estimada.

O cemitério abriga cerca de 278 túmulos, distribuídos entre os dois lados do complexo, conforme imagens de satélite. O columbário central abriga urnas, sugerindo um sistema hierárquico de homenagem aos soldados.

Autoridades sul-coreanas apontam que nem todas as mortes podem constar nas paredes, mas o entendimento técnico é de que os nomes presentes cobrem grande parte dos soldados enviados para a região de Kursk. A imprensa estatal da Coreia do Norte informou ainda sobre moradias para veteranos no mesmo distrito.

Especialistas locais destacam que a construção do memorial pode ter como objetivo justificar o envio de tropas após baixas significativas e sustentar o apoio público ao regime. A parceria militar com a Rússia, segundo análises, permanece estratégica para Pyongyang.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul afirma que não há confirmação de que todos os nomes estejam registrados. Ainda assim, fontes analíticas sugerem que a inscrição de muitos nomes tende a reforçar a narrativa de sacrifício pelo Estado.

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