Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta terça (19), a Rússia ameaçou a Letônia, membro da Otan, caso drones ucranianos fossem lançados a partir de território letão contra alvos russos. A declaração ocorreu após alegações de inteligência russas sobre planos de Kiev. A ONU não confirmou nenhum plano concreto.
O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, afirmou que a Otan não protegerá a Letônia de retaliação. Segundo ele, haveria informações de inteligência indicando o uso de território letão para ataques contra a Rússia. A delegação russa confirmou a denúncia em tom de alerta.
Sanita Pavluta-Deslandes, representante da Letônia na ONU, rebateu as acusações, chamando-as de ficção e desinformação. Ela disse que Moscou tenta desestabilizar os países bálticos com alegações infundadas.
Tammy Bruce, vice-embaixadora dos EUA na ONU, reforçou que Washington manterá seus compromissos com a Otan. O governo americano afirmou que não há espaço para ameaças a um membro do Conselho de Segurança e manteve o apoio às obrigações militares da aliança.
O Ucrânia negou as acusações, com Andriy Melnyk chamando as alegações de contos de fadas. Kiev disse que não utiliza Letônia ou Estônia para atacar a Rússia. A resposta veio dias após a Otan derrubar em Estonia um drone ucraniano.
Contexto regional aponta ainda que a Letônia emitiu alertas aéreos próximos à fronteira com a Rússia. Autoridades locais informaram, porém, que não detectaram drones em território letão. O episódio se insere numa escalada de declarações entre Moscou e ocidente.
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