Três brasileiras estão entre os sequestrados da Global Sumud Flotilha (GSF) transportados pelas forças de Israel nesta segunda-feira (18). Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), estavam em alto-mar e foram levadas à Palestina ocupada. Navios que tentavam prestar ajuda continuam barrados em águas internacionais.
Segundo a GSF, mais de 9 mil pessoas já foram presas injustamente, configurando um quadro de violência estatal. A organização ressalta relatos de sequestro, tortura, abuso físico grave e violência sexual vivida por participantes.
Em nota, o movimento destacou a gravidade da situação diante de depoimentos sobre prisões ilegais em águas internacionais. Surgem preocupações com a segurança física e o bem-estar de todos os detidos, segundo a organização.
Contexto internacional
Nesta segunda, o Itamaraty emitiu uma mensagem conjunta com Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia. Os governos classificaram o sofrimento dos palestinos como catastrófico e as detenções como arbitrárias.
Os representantes dos nove países reclamam a liberação imediata e reforçam a necessidade de cumprir o direito internacional humanitário. Pedem proteção de civis e de missões humanitárias, além de responsabilização por violações.
Caso irlandês
Margaret Connolly, irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connolly, também foi detida ilegalmente. A transferência tem ganhado repercussão na imprensa internacional. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda afirmou que atuará junto à Embaixada em Israel pela soltura e pelo apoio aos cidadãos implicados.
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