A Procuradoria-Geral da Alemanha anunciou nesta quarta-feira (20/05) a prisão de dois moradores de Munique suspeitos de espionar para a China. O casal tem cidadania alemã e foi levado a atendimentos legais em Karlsruhe. A imprensa local aponta que a investigação envolve atividades ligadas a serviços de inteligência chineses.
Segundo os promotores, Xuejun C. e Hua S. teriam buscado acesso a informações sobre tecnologias de ponta com aplicações militares. Eles teriam estabelecido contatos com cientistas em universidades e institutos de pesquisa na Alemanha.
A investigação aponta que o casal atuava sob disfarce, apresentando-se como tradutores e funcionários de um fornecedor alemão de autopeças. A pretensa palestra para públicos civis ocorreria para representantes de empresas estatais de armamentos.
Prisão e desdobramentos
O tribunal decidiu pela prisão preventiva dos suspeitos, após a audiência no Tribunal Federal de Justiça, em Karlsruhe. As residências e locais de trabalho em Munique foram revistados durante as diligências.
Diversas operações tiveram lugar em Baviera, Baden-Württemberg, Berlim, Brandemburgo, Baixa Saxônia e Renânia do Norte-Vestfália. As ações visaram ouvir testemunhas sem vínculo com a suspeita de espionagem.
A rede de espionagem envolve ainda casos recentes na Alemanha ligados à China. Em fevereiro, um cidadão americano foi condenado por repassar informações sensíveis a Beijing durante contrato com base militar dos EUA.
Em setembro de 2025, um ex-assessor de deputado alemão foi condenado por atuar como agente de um serviço de inteligência chinês. A Justiça também investiga o parlamentar Maximilian Krah por possíveis vínculos com Rússia e China.
Notas de contexto indicam alta preocupação entre autoridades sobre a atuação chinesa na Europa. O vice-presidente de comissão de controle de inteligência destacou ameaças crescentes e a necessidade de vigilância contínua.
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