Donald Trump encerrou sua segunda visita de Estado à China, a primeira no atual mandato, após três dias em Pequim. O encontro foi marcado por simbolismo e por uma leitura de cooperação, sem avanços práticos imediatos.
Xi Jinping propôs estabelecer parâmetros para uma relação de estabilidade estratégica, visando evitar surpresas e delimitar negociações entre as duas potências. A ideia é criar mecanismos de diálogo para um conflito administrável, em linha com práticas históricas de coexistência entre grandes potências.
Trump manteve uma postura transacional, buscando acordos pontuais principalmente na área econômica. A comitiva dos EUA incluiu representantes do governo, empresários e figuras da tecnologia, além de familiares de Trump. Entre as pautas, estavam comércio, tarifas e possíveis acordos setoriais.
Pouco foi concretizado beyond a promessa de que várias empresas chinesas poderiam adquirir chips de uma gigante dos EUA. A visita privilegiou imagens e declarações de uma relação amistosa, com o que se esperava que ainda seria desenvolvido nos próximos capítulos.
Um ponto que acabou em destaque foi a negociação com a Boeing. A China se comprometeu a comprar cerca de 200 aeronaves de médio e grande porte, um avanço para o setor, ainda que não alcance o volume especulado por alguns.
Em termos de contexto internacional, não houve avanço prático significativo. No Irã, o papel chinês aparece nos esforços liderados pelo Paquistão, porém sem desfechos anunciados. A “militarização do estreito” de Ormuz foi tema central de declarações oficiais conjuntas de EUA e China.
Silêncios oficiais marcaram a visita sobre Ucrânia e Taiwan. Táticas de portas fechadas indicam divergências profundas entre as posições americanas e chinesas nesses temas sensíveis. Trump convidou Xi para retornar aos EUA em setembro.
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