Alina Fernández, filha de Fidel Castro, afirmou em entrevista que Cuba não deve ser subestimada pelos Estados Unidos. A médica anticomunista exilada em Miami expressou preocupação com a percepção de que o governo cubano possa ser menosprezado pela administração norte-americana. A conversa ocorreu na CNN Internacional.
Ela destacou que muitos cubanos na sua geração cresceram com a imagem de Fidel Castro na televisão, lembrando a infância em que aguardava o fim dos discursos para assistir aos desenhos. A narrativa também mencionou uma relação de Castro com a mãe de Alina, mantida à distância ao longo dos anos.
Fernández revelou que ficou sabendo quem era seu pai aos 10 anos, após contato com a mãe. O reconhecimento veio de forma gradual, sem grande surpresa, segundo seu relato, e houve sensação de traição ao descobrir que amigos já sabiam antes dela. O testemunho também aborda o ocorrido entre mãe e pai durante a revolução dos anos 50.
Contexto e posição política
A exilada também contou que, hoje, não compartilha da ideologia de Fidel e tornou-se crítica do regime cubano no final dos anos 1980. Em Miami, onde vive, afirma se sentir como qualquer outro cubano, descrevendo-se como exilada e cidadã comum, sem identificação com o passado político.
Sobre a relação com os EUA, Alina aponta que o tom beligerante atual não depende apenas da figura do ex-presidente Donald Trump, mas de decisões associadas a figuras do governo, como o secretario de Estado Marco Rubio. A própria história familiar é citada para contextualizar a visão sobre possíveis ações futuras.
Ela também mencionou rumores sobre possíveis ações contra o governo cubano, incluindo a iminência de acusações criminais contra Raúl Castro, o que, na visão dela, pode fazer parte de estratégias regionais. O relato reforça a ideia de que autoridades cubanas podem responder de forma firme a pressões externas.
Sobre Cuba e o futuro
Fernández ressaltou que é improvável que Cuba se renda facilmente diante de pressões externas. A experiência histórica de resistência é apresentada como elemento central da narrativa, com a afirmação de que o país tem capacidade de resposta diante de conflitos. A entrevista reforça a percepção de que o cenário envolve fatores complexos entre Cuba e os EUA.
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