O grupo Flotilha de Direitos Humanos registra 428 ativistas desaparecidos na Palestina, segundo a Global Sumud Flotilla (GSF). A organização acusa autoridades de Israel de terem ordenado a captura dos militantes.
Quatro brasileiros detidos não foram localizados até o momento. Beatriz Moreira, Ariadne Teles, Thainara Rogério e Cássio Pelegrini estariam entre os desparecidos. Três mulheres teriam sido presas juntas; Pelegrini estava no penúltimo barco interceptado, a menos de 100 milhas náuticas da costa.
A GSF afirma que não há informações oficiais sobre o paradeiro nem o estado de saúde dos brasileiros. Segundo a entidade, o Brasil não foi informado sobre atendimento consular nem contato com advogados.
Detenção e situação dos brasileiros
A Embaixada do Brasil em Tel Aviv informou que os ativistas serão levados ao porto de Ashdod e encaminhados ao centro de detenção de Ktzi’ot. A expectativa é de que visitas consulares ocorram nesta quinta-feira.
Contexto humanitário na região
Dados da ONU indicam que, de 2008 até 18 de maio, 7.455 palestinos foram mortos, contra 375 israelenses. Entre as mortes palestinas, a maioria ocorreu em Gaza, Rafah e Khan Yunis. Mais de 165 mil feridos foram registrados, com alta concentração na Cisjordânia.
A contagem de vítimas também aponta que pouco mais de 72 mil pessoas morreram pela inalação de gás lacrimogênio. As informações refletem o cenário de violência e restrições enfrentadas por civis na região.
Entre na conversa da comunidade