O governo dos EUA, durante a gestão de Donald Trump, indiciou Raúl Castro por homicídio no caso de a derrubada de dois aviões da organização Hermanos al Rescate, ocorrida em 1996. A acusação envolve Castro na condição de então ministro da Defesa, segundo autoridades norte-americanas.
O anúncio ocorre numa data simbólica para Cuba: 20 de maio, aniversário da fundação da República de Cuba em 1902, considerada por Cuba como marco de independência incompleta sob influência de Washington. A pesquisa busca responsabilizar o ex-líder cubano pelo ataque em águas internacionais.
Em Havana, o contexto histórico se entrelaça com a atual crise econômica. O país enfrenta apagões diários de até 20 horas, escassez de combustível e desabastecimento de remédios, agravando tensões sociais em meio a cortes de energia.
O Departamento de Justiça dos EUA sustenta que Castro autorizou o ataque enquanto era ministro da Defesa. A acusação, apresentada após anos de pressão, leva em consideração gravações atribuídas ao regime cubano.
Pela linha temporal, a data de 1902 é alvo de controvérsia: para o governo cubano, o nascimento definitivo da nação ocorreu em 1º de janeiro de 1959, com a Revolução liderada por Fidel Castro. O debate histórico permanece vivo entre Havana e comunidades cubanas no exterior, especialmente em Miami.
Entre medidas de política externa, a administração Trump endureceu o cerco energético a Havana, mas também ofereceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária para alimentos, medicamentos e combustível, proposta que acabou aceita pelo governo de Miguel Díaz-Canel.
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