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Indiciamento de Raúl Castro nos EUA e o caso de Maduro na Venezuela

Indiciamento de Raúl Castro nos EUA reabre debate sobre pressão a Cuba, com paralelos ao caso Maduro, mas diferenças limitam comparações

Nicolás Maduro (dir.) e Raúl Castro, em imagem de arquivo. — Foto: Getty Images/BBC
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O Departamento de Justiça dos EUA indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro, acusando-o de conspiração para matar cidadãos americanos e de assassinato. A acusação relata o ataque da força aérea cubana a aeronaves civis ligadas ao grupo de exilados Irmãos ao Resgate, na década de 1990, em Miami. Quatro mortos, incluindo três americanos, agravaram as tensões entre Washington e Havana.

O caso ocorre em meio a décadas de embargos, sanções e disputas diplomáticas entre EUA e Cuba. Raúl Castro, hoje com 94 anos, ficou afastado da vida pública, mas ainda é visto como figura influente. A ação ocorre em um momento de contundente pressão norte-americana sobre o governo cubano.

A linha de fundo formal envolve possível sanção ou condenação severa caso o ex-autor seja considerado culpado. Analistas destacam que a decisão amplia o histórico de ações judiciais contra autoridades cubanas, sem precedentes para situações de décadas passadas.

Cuba vive crise econômica e energética agravada pelo bloqueio de petróleo. Washington também impõe sanções a governos, entidades e empresas ligadas ao país, enquanto discute reformas políticas com interlocutores da ilha.

A visita recente do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Havana, aponta para reformas condicionadas, além de tensões sobre atividades de espionagem associadas a China e a Rússia, segundo relatos de fontes cubanas ligadas a Ratcliffe.

Analistas comparam o episódio a ocorrências em Venezuela, onde os EUA capturaram Nicolás Maduro em 2019. Contudo, avaliam diferenças relevantes entre os regimes e o estágio institucional de Cuba.

  • Elementos em comum incluem pressão econômica e isolamento diplomático, além de tentativas de fissurar o aparato governamental.
  • No entanto, Cuba é apresentada como regime mais institucionalizado e coeso, com histórico de resistência a pressões externas, o que complica operações de alcance similar às de Venezuela.

Especialistas destacam que Castro não ocupa cargo ativo desde 2018, o que torna improvável uma mudança de governo por meio de prisão. A possibilidade de operação militar é considerada de alto risco político para os Estados Unidos.

Histórico recente sinaliza dúvidas sobre o interesse americano em substituir imediatamente lideranças cubanas. A oposição interna na ilha, porém, é citada como fatores que poderiam influenciar futuras escaladas ou negociações.

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