Dois aviões militares russos interceptaram de forma repetida e perigosa um avião-espionagem britânico no Mar Negro no mês passado, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido. Um caça Su-35 aproximou-se do avião RC-135W Rivet Joint, acionando seus sistemas de emergência ao tocar no alcance, desativando o piloto automático. Outro caça Su-27 fez seis passagens à frente do avião da RAF, chegando a apenas seis metros da sua dianteira.
O secretário de Defesa, John Healey, elogiou o profissionalismo da tripulação da RAF, descrevendo as passagens como inaceitáveis. O MoD afirmou que essa foi a ação russa mais perigosa desde 2022, quando um piloto denunciado efetuou um lançamento contra o Rivet Joint sobre o Mar Negro. O incidente ocorreu durante uma missão internacional de rotina para apoiar a defesa do flanco leste da OTAN.
Reação e contexto
O MoD informou que o Rivet Joint realizava uma operação aérea internacional para ajudar a assegurar o flanco oriental da OTAN. Healey destacou que as ações russas geram riscos de acidente e de escalada, sem abalar o compromisso do Reino Unido com a defesa de aliados e interesses diante de agressões russas.
O MoD e o Ministério das Relações Exteriores pediram à embaixada da Rússia que condene o ocorrido. A avaliação acontece em meio a sinais de maior hostilidade russa na região, incluindo atividades submarinas próximas a infraestrutura britânica no Mar do Norte.
Sobre o Rivet Joint
O RC-135W Rivet Joint é operado pelo No 51 Squadron, com base habitual em Lincolnshire. A aeronave utiliza sensores avançados para interceptar e analisar sinais em diversas frequências, fornecendo inteligência em tempo real para decisões estratégicas e táticas.
Entre na conversa da comunidade