Três superpetroleiros cruzavam o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (20) com 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio a bordo, com destino aos mercados asiáticos. Os navios esperaram no Golfo Pérsico por mais de dois meses, segundo dados de navegação da LSEG e da Kpler.
A operação ocorre em meio a uma rota de trânsito ordenada pelo Irã, após a escalada do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, que impactou significativamente o transporte marítimo pelo estreito. Normalmente, cerca de 20% da oferta global de petróleo passa por Ormuz.
O VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregou 2 milhões de barris do Kuwait em 4 de março e deixou o estreito nesta quarta. O navio aponta para Ulsan, na Coreia do Sul, onde a SK Energy deve descarregar a carga em 9 de junho, segundo as estimativas da Kpler.
A SK Energy não comentou o carregamento. A HMM, proprietária do VLCC, também não respondeu prontamente aos pedidos de comentário. Outros dois navios-tanque chineses saíram do estreito na mesma manhã, envolvendo o fluxo de embarcações na região.
Contexto operacional e riscos
O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente desde o início do conflito, com o fluxo diário reduzido a dezenas de navios, segundo dados de rastreamento. Analistas apontam que aproximadamente 10 navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, entre cargas gerais e petróleo, em meio a tensões frequentes.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, destacou que o ambiente permanece de alto risco devido a ataques recentes a navios na área. Associações do setor alertaram sobre riscos de ataques, drones, minas e congestionamento, além de menor supervisão militar.
As organizações reforçaram a necessidade de cautela para navios que pretendem transitar pela rota, citando a possibilidade de atrasos significativos e impactos na navegação caso o fluxo de embarcações no estreito retorne a condições mais estáveis.
Entre na conversa da comunidade