Putin encerrou nesta quarta-feira a visita oficial de dois dias à China, após encontros com Xi Jinping. O objetivo foi fortalecer a parceria econômica, energética e geopolítica entre os dois países.
O presidente russo informou a assinatura de cerca de 40 documentos bilaterais, sendo ao menos 20 oficializados na presença de Xi. O tema central foi o gasoduto Força da Sibéria 2, considerado estratégico para ampliar o fornecimento de gás russo à China.
O Kremlin disse que existe um entendimento básico sobre o projeto, mas os detalhes finais ainda estão sendo negociados. Assessor russo afirmou avanços importantes nas tratativas sobre energia durante as conversas.
Documento central
Entre os acordos, destacaram-se a Declaração Conjunta sobre Estabelecimento de um Mundo Multipolar e um Novo Tipo de Relações Internacionais, e um texto de coordenação diplomática entre as duas nações.
Na declaração, Rússia e China defendem uma ordem global baseada na multipolaridade, criticam hegemonismo e rejeitam tentativas de imposição unilateral em assuntos internacionais. Sanções unilaterais também são alvo de críticas.
O documento também aborda a defesa da segurança indivisível, conceito usado para articular resistência a ampliações de blocos militares ocidentais, como a Otan. Reformas do sistema internacional aparecem como objetivo comum.
Cooperação energética e diplomática
Segundo Ushakov, momentos informais, como o chá entre Putin e Xi, tiveram papel relevante nas negociações. O assessor citou a tradição diplomática chinesa de que decisões importantes costumam surgir nesses espaços menos formais.
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