A Rússia e a China criticaram o projeto do escudo antimísseis dos EUA, chamado Domo de Ouro, alegando que ele ameaça a estabilidade estratégica global. A oposição ocorreu após um encontro entre Xi Jinping e Vladimir Putin, em Pequim, com recepção formal e cerimônia de honors.
A declaração conjunta, divulgada após a reunião, afirma que o plano de Washington rompe o equilíbrio estratégico ao ampliar defesas terrestres e incluir componentes espaciais. As autoridades argumentam que o projeto busca destruir mísseis em todos os estágios do voo, em qualquer adversário.
O documento também aborda o fim do tratado nuclear histórico Novo START. Moscou expressou apoio à posição de Pequim de não negociar substitutos para o controle de armas com os EUA. Pequim criticou a diplomacia norte-americana que levou ao fim do acordo em 2026.
Declaração conjunta e foco estratégico
Segundo a comunicação, EUA buscam uma defesa antimíssil global e multinível, com redes de satélites e armas orbitais. As potências não identificadas citadas no texto também foram apontadas como fonte de preocupação, por possível implantação de mísseis de alcance intermediário e curto.
Afirmou-se que ataques preventivos com mísseis, ou ações para desarmar adversários, são atos desestabilizadores. O grupo destacou a necessidade de manter a coerência entre capacidades ofensivas e defensivas para evitar desequilíbrios.
Fim do Novo START e exercícios militares
Foi registrado ainda que o fim do Novo START criou um vácuo legal, segundo Moscou e Pequim. As lideranças salientaram que não haverá negociação futura sob o atual formato entre Washington e Moscou.
Separadamente, o governo russo divulgou imagens de um exercício conjunto com Belarus, mostrando supostos carregamentos de ogivas para sistemas Iskander-M. O material divulgado descreve etapas de transporte e preparação para lançamento.
Entre na conversa da comunidade