O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tiveram uma conversa tensa por telefone na terça-feira (19). O encontro refletiu divergências entre Washington e Jerusalém sobre como seguir com a guerra contra o Irã.
Segundo um funcionário americano, a conversa mostrou visões distintas sobre o que fazer depois, especialmente em relação a ataques diretos ao Irã. Netanyahu teria pressionado por retomar ações militares, enquanto Trump sinalizou a possibilidade de negociações.
No domingo (17), Trump deixou no ar a possibilidade de novos ataques direcionados ao Irã no início da semana, com a operação prevista sob o codinome Martelo. Cerca de 24 horas depois, o presidente anunciou a suspensão dos ataques, a pedido de aliados do Golfo, entre eles Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Estrutura diplomática
Núcleos oficiais dos Gulfies permaneceram em contato com mediadores da Casa Branca e do Paquistão para viabilizar negociações diplomáticas. A ideia era estabelecer uma estrutura capaz de avançar as negociações com o Irã, segundo fontes.
Trump declarou, na manhã de quarta-feira, que as negociações estavam na reta final e poderiam resultar em um acordo ou em medidas mais duras caso não haja entendimento. A fala reforçou o tom de negociação visto nos dias anteriores.
A posição de Netanyahu permaneceu clara para autoridades americanas: ele defende uma retomada rápida de ações militares contra o Irã, argumentando que adiar beneficia o Irã. Em contrapartida, autoridades de Washington indicam que os EUA buscam explorar via diplomática para reduzir tensões.
A entrevista de quarta-feira com repórteres sinalizou que Trump continua no controle das estratégias. Questionado sobre a gestão da crise, ele manteve o tom de que decisões futuras dependem do andamento das negociações.
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