O Departamento de Justiça dos EUA abriu um processo contra Raúl Castro, ex-chefe de Estado de Cuba, por conspiração para matar nacionais dos EUA e outros crimes. A acusação envolve o atentado de 1996 que derrubou dois aviões da organização Brothers to the Rescue.
A denúncia aponta que Castro participou de um esquema para derrubar as aeronaves, cobrando participação de outras seis pessoas. Quatro pessoas morreram, entre elas três cidadãos norte-americanos. O caso foi revelado na quarta-feira.
O governo cubano reagiu, com o presidente Miguel Díaz-Canel chamando as acusações de manobra política sem base legal. A defesa cubana nega qualquer envolvimento de Castro no incidente.
Raúl Castro, próximo a 95 anos, é irmão do falecido Fidel Castro e permanece visto no país como uma figura-chave da Revolução Cubana. O tema aumenta tensões entre Washington e Havana, que já duravam há décadas.
Reação internacional
Especialistas destacam que o processo pode intensificar o debate sobre cooperação entre EUA e Cuba em temas de segurança. Observadores ressaltam que o caso envolve questões históricas da relação entre os dois países. Os próximos passos legais ainda são incertos.
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