A Gaesa, conglomerado militar cubano, está no centro das tensões entre Washington e Havana. O tema ganhou destaque quando o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o grupo é responsável pela crise econômica de Cuba. A crítica ocorreu em uma mensagem em espanhol dirigida ao povo cubano.
Rubio classificou a Gaesa como um “Estado dentro do Estado”, ligado ao aparato militar e sem rendição de contas. Segundo ele, a entidade acumula lucros de seus negócios para beneficiar uma elite, agravando problemas como cortes de energia, combustível e alimentação.
O que é a Gaesa? O grupo administra hotéis, o maior porto de Mariel, um banco comercial e uma ampla rede de supermercados, postos de gasolina e remessas. A colaboração com as Forças Armadas Revolucionárias de Cuba é central na estrutura do conglomerado.
Histórico de liderança: o ex-genro de Raúl Castro, Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, comandou a Gaesa até a morte em 2022. A atual liderança, a general de brigada Ania Guillermina Lastres, foi alvo de sanções dos EUA no início deste mês.
A Torre K, edifício de 42 andares que abriga o Iberostar Selection La Habana, é símbolo da presença da Gaesa no turismo cubano. Construída até 2025, a torre permanece em grande parte vazia, refletindo o impacto da crise econômica.
O governo dos EUA vinculou a Gaesa a uma concentração de receitas em setores-chave da economia cubana e ao uso desses recursos para sustentar o aparato militar. Medidas de sanção já foram aplicadas a empresas associadas ao grupo.
Cuba afirma que a crise econômica não decorre da Gaesa, apontando relatos da ONU sobre impactos de bloqueio de combustíveis. O governo cubano também sustenta discrição sobre o tema para proteger negócios estratégicos diante das sanções.
Estimativas sobre o peso da Gaesa na economia variam. Rubio cita que a empresa teria ativos de cerca de US$ 18 bilhões e controle de até 70% da economia cubana, números contestados por autoridades cubanas e fontes externas.
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