Adys Lastres Morera, irmã do presidente executivo da GAESA, conglomeração empresarial controlado pelos militares cubanos, foi presa pelas autoridades dos EUA, informou o secretário de Estado Marco Rubio. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (21). Morera morava na Flórida, onde administrava ativos imobiliários e ajudava o regime cubano, segundo Rubio, que revogou seu status de residente permanente.
A GAESA é um vasto grupos empresariais sob controle militar na ilha. Entre suas operações estão hotéis de alta linha, o maior porto em Mariel, o principal banco comercial e uma ampla rede de supermercados, postos de gasolina e remessas. Rubio afirma que a prisão integra ações de autoridades americanas contra o conglomerado.
Em mensagem de cinco minutos ao povo cubano publicada na quarta-feira (20), Rubio citou a GAESA repetidamente. O governo americano já aplicou sanções aos negócios da entidade, com restrição a turismo em hotéis vinculados ao grupo. Alega-se que as receitas da GAESA beneficiam os militares e a elite cubana, em detrimento do povo.
Análise e contexto
Cuba contesta as acusações, negando que o enriquecimento ou a corrupção da GAESA expliquem a crise econômica. O governo cubano cita recentes pareceres de especialistas da ONU sobre o impacto do bloqueio de combustíveis, atribuindo consequências negativas a direitos humanos e desenvolvimento.
O governo dos EUA mantém sanções frequentes sobre as atividades da GAESA. Em resposta, as restrições de turismo americano impactam diretamente os empreendimentos do conglomerado. A Casa Branca não informou novas medidas neste anúncio específico.
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