Raúl Castro, 94, foi indiciado nos Estados Unidos por quatro assassinatos, conspiração para matar cidadãos norte-americanos e destruição de aeronaves. O passo amplia a pressão sobre Cuba em cenário de tensões entre Washington e Havana.
O indiciamento envolve o papel do ex-general das Forças Armadas Revolucionárias na derrubada de dois aviões da organização Exilados Irmãos ao Resgate, em 24 de fevereiro de 1996, episódio que causou quatro mortes e crise diplomática.
Raúl Castro, que chefiou as Forças Armadas por décadas, tornou-se figura-chave do regime após assumir o poder em 2006 e governar até 2018, mantendo influência relevante mesmo sem chefia formal plena.
O processo ocorre em meio a um momento delicado para Cuba, com crise econômica, apagões de energia e pressão externa, incluindo sanções dos EUA, enquanto o governo cubano trabalha diplomacia discreta com Washington.
A denúncia acontece em um contexto de transição política interna: Raúl deixou a liderança formal para Miguel Díaz-Canel, mantendo, porém, papel central em áreas estratégicas como defesa e segurança.
Raúl Castro iniciou a trajetória revolucionária ao lado de Fidel Castro, participou do ataque ao quartel Moncada e, posteriormente, ajudou a consolidar o aparato militar e de inteligência do regime.
A trajetória do ex-líder cubano inclui o histórico degelo diplomático com os EUA anunciado em 2014, acompanhado de visitas de Barack Obama a Havana e reabertura de embaixadas, ainda que com limitações no processo.
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