A Rússia enviou munições nucleares a instalações de campo em Belarus nesta quinta-feira e exibiu parte de suas forças nucleares estratégicas, em meio a tensões com a Otan provocadas pela guerra na Ucrânia e pela atividade de drones no Báltico. O país realiza um dos seus maiores exercícios nucleares dos últimos anos, com cerca de 64.000 participantes.
Segundo o Ministério da Defesa russo, o objetivo é treinar a preparação e o uso de forças nucleares em caso de agressão. O evento envolve as Forças de Mísseis Estratégicos, as frotas do Norte e do Pacífico, a aviação de longo alcance e unidades dos distritos de Leningrado e Central.
Como parte do exercício, uma unidade de mísseis em Belarus está treinando para receber munições especiais para o sistema Iskander-M, incluindo o carregamento de munições em veículos de lançamento. A Rússia afirma que as operações usam munições externas apenas para fins de treino.
Os exercícios, de três dias, começaram na terça-feira em território russo e em Belarus. O Kremlin ressalta que os exercícios devem demonstrar capacidade de resposta a ameaças externas, enquanto Moscou acusa o Ocidente de apoiar a Ucrânia.
TENSÕES NO BÁLTICO
A Rússia denunciou que a Otan permite que a Ucrânia utilize o espaço aéreo de países bálticos para ataques contra o norte russo. A Otan negou as acusações, destacando que não houve violações de aliança.
Caliningrado, enclave russo entre Lituânia e Polônia, reforça a tensão regional. A região abriga a Frota Báltica e cerca de um milhão de habitantes, com papel estratégico nas operações militares.
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