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Mercosul discute pacto regional para combater feminicídio

Ministra Márcia Lopes propõe pacto regional no Mercosul contra feminicídio, buscando cooperação entre países para prevenção, proteção às mulheres e acesso à Justiça

A proposta foi apresentada durante a XXVI Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM), em Assunção, no Paraguai. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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O Ministério das Mulheres apresentou, nesta sexta-feira, 22/5, uma proposta de pacto regional contra o feminicídio no Mercosul. A iniciativa foi apresentada durante a XXVI Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM) em Assunção, no Paraguai, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta é liderada pela ministra Márcia Lopes e busca inspiração no modelo brasileiro de articulação entre os Três Poderes. O objetivo é fortalecer políticas de prevenção, proteção às mulheres e acesso à Justiça entre os países do bloco.

Participam como membros plenos o Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. O Uruguai informou apoio à ideia e continuidade das discussões durante sua presidência temporária do Mercosul; a Argentina ainda fará consultas internas.

Acordo em discussão

Durante a reunião, o Brasil apresentou também medidas para enfrentar a violência digital contra mulheres e ações recentes para regulamentação de plataformas digitais. Os detalhes visam ampliar a proteção em ambientes online.

Em encontro bilateral com a ministra paraguaia da Mulher, Alicia Pomata, o Brasil destacou resultados do Pacto Brasil contra o Feminicídio. Entre eles, mais de 6,3 mil prisões de agressores e a redução de prazo para análise de medidas protetivas.

Conquistas e próximos passos

A ministra Pomata ressaltou que a integração regional deve colocar as mulheres no centro, reconhecendo suas realidades e contribuições para o desenvolvimento dos países. A RMAAM, criada em 2011, continua sendo a principal instância do Mercosul na promoção de políticas de igualdade de gênero.

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