Donald Trump defendeu a criação do Fundo Anti-Instrumentalização, anunciado pelo Departamento de Justiça (DOJ) no início da semana. O objetivo é ouvir reivindicações e conceder reparações a pessoas vítimas de instrumentalização de dados e de lawfare pelo governo dos EUA.
Segundo o DOJ, o fundo terá aporte de quase US$ 1,8 bilhão de dinheiro público. A iniciativa integra um acordo envolvendo Trump, seus filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump, e a Organização Trump, encerrando processos com o Tesouro e a Receita Federal no Tribunal do Sul da Flórida.
A justificativa do DOJ é que o acordo retira reivindicações administrativas contra o governo federal, incluindo danos ligados à invasão de Mar-a-Lago e a investigações sobre suposta conspiração com a Rússia, mantendo, porém, o fim de pedidos de indenização monetária ao grupo.
Contexto do acordo e funcionamento do fundo
O DOJ afirmou que, em troca do encerramento dos casos, não haverá pagamentos diretos aos envolvidos, apenas um pedido formal de desculpas. A oposição democrata critica a medida, afirmando que pode beneficiar aliados de Trump de forma financeira.
Repercussões e perguntas em aberto
O procurador-geral interino Todd Blanche reconheceu que o fundo pode ser utilizado para indenizar condenados pela invasão ao Capitólio de 2021. Dois policiais que atuaram na invasão ingressaram com ação contra o fundo, alegando que ele financia insurgentes.
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