O estreito de Ormuz registra restrições à navegação após meses de tensão entre EUA, Israel e Irã. Relatos indicam que, desde o fechamento parcial, o tráfego marítimo caiu de cerca de 125-140 travessias diárias para menos de 60 entre 18 de abril e 6 de maio. A região é estratégica, respondendo por 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
Estimativas da SynMax Intelligence apontam cerca de 20 mil tripulantes retidos em aproximadamente 2 mil navios, diante de dificuldades logísticas como abastecimento e alimentação. Tripulações vivem isolamento a bordo, com espaços confinados e condições adversas no convés.
Em resposta ao bloqueio, os Estados Unidos ampliaram o bloqueio naval às embarcações com origem ou destino em portos iranianos. A expectativa é manter pressão econômica sobre Teerã enquanto tenta assegurar passagem segura para o comércio internacional.
Irã avalia cobrança e controle de tráfego
O Irã discute com Omã a criação de um sistema de cobrança para navios que atravessam Ormuz. O The New York Times aponta que a proposta pode enfrentar resistência dos EUA, que já se posicionaram contra esse tipo de cobrança.
A imprensa iraniana informou o desenvolvimento de um mecanismo de controle do tráfego com cobrança de serviços prestados às embarcações. Segundo a Deutsche Welle, relatos indicam tarifas que, em alguns casos, podem chegar a valores elevados, especialmente para navios-tanque.
Segundo a DW, apenas embarcações sem ligação com EUA, Israel ou países que apoiam a ofensiva teriam autorização para atravessar a passagem. O debate alimenta tensão diplomática na região.
Avanços em negociações entre EUA e Irã
Presidente Donald Trump afirmou que negociadores americanos e iranianos estão se aproximando de um acordo para encerrar o conflito. A declaração ocorreu em entrevista à CBS News. O objetivo seria impedir a obtenção de armas nucleares pelo Irã e assegurar o tratamento do urânio enriquecido.
O Irã e Paquistão, que atua como mediador, também disseram ter observado progresso nas negociações. Um cessar-fogo vigente há seis semanas busca abrir espaço para um acordo sobre o programa nuclear e a reabertura de Ormuz.
Contexto e próximos passos
O cessar-fogo visa facilitar negociações para normalizar a passagem pelo estreito e reduzir riscos à região. A comunidade internacional observa os desdobramentos com cautela, destacando a importância econômica de Ormuz para o abastecimento global de energia.
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