Autoridades iranianas sinalizam mudança de tom nas negociações com os Estados Unidos, menos de 24 horas após Trump afirmar que o acordo estava “em grande parte negociado”, segundo a Al Jazeera. A informação chega em meio a tensões sobre ativos iranianos e ações no Líbano.
Segundo o correspondente Ali Hashem, há sinais de recuo americano em dois pontos centrais: o mecanismo de descongelamento de ativos iranianos e o escopo do cessar-fogo no Líbano. Teerã teria informado aos mediadores que não assinará o acordo nos termos atuais.
Apesar do rascunho conter um marco de cessar-fogo no Líbano, Israel pressiona Washington para incluir uma cláusula que autorize operações militares libanesas em resposta a qualquer ameaça. O Irã vê esse movimento como afastamento dos entendimentos prévios.
O The New York Times já havia citado, com base em um funcionário sênior da Casa Branca, um acordo preliminar que previa a reabertura do Estreito de Ormuz. Em seguida, Trump afirmou não ter pressa para concluir o entendimento, dizendo que o acordo ainda não foi totalmente negociado.
Paralelamente, a região vive capítulos de violência. Novos ataques israelenses atingiram Arab Salim, no Líbano, provocando pelo menos duas mortes e dez feridos. O ataque ocorreu após uma ofensiva que destruiu o centro de defesa civil em Nabatieh, segundo autoridades de saúde.
Entre na conversa da comunidade