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Míssil hipersônico Oreshnik usado em grande ataque a Kiev

Ataques russos a Kiev com o míssil hipersônico Oreshnik deixam mortos e feridos, elevando a ameaça nuclear e desafiando defesas

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Foi registrado um ataque contra Kiev na noite de sábado. A ofensiva ocorreu após Putin ordenar retaliação pela ofensiva ucraniana que atingiu um dormitório em Starobilsk, cidade ocupada no leste de Luhansk, na sexta-feira.

A Força Aérea da Ucrânia alertou sobre o lançamento de um míssil balístico de alcance intermediário. O projétil usado pela Rússia é o Oreshnik, descrito como de alta potência e capaz de transportar várias ogivas separadas.

Ao menos quatro pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas, segundo autoridades ucranianas. O ataque atingiu prédios residenciais, escritórios e escolas, gerando danos significativos.

Oreshnik: características e alcance

Oreshnik é um míssil balístico de alcance intermediário, com estimativa de 965 a 1.600 quilômetros. Autoridades de defesa dos EUA classificaram-no como IRBM, sugerindo que o alcance pode superar 4.800 quilômetros.

O armamento permite lançar várias ogivas separadas do míssil principal, com até seis veículos de reentrada contendo quatro a seis ogivas cada. As ogivas podem atingir alvos distintos.

Contexto geopolítico e desenvolvimento

O nome Oreshnik significa Aveleira, pela aparência das ogivas caindo em rastros de luz. Ucrânios chamaram o primeiro disparo de Kedr. Autoridades americanas sugerem que é evolução ou cópia do RS-26 Rubezh, desenvolvido em 2008.

A Rússia e os EUA discutem a renovação do INF, que busca proibir IRBMs no continente europeu. Os EUA se retiraram do tratado em 2019. O primeiro lançamento do Oreshnik pela Rússia ocorreu em 2024, após autorização de Kiev para alvos com tecnologia americana.

Observações técnicas e status de defesa

Oushnik move-se a cerca de 13 mil km/h e realiza trajetória de ascensão fora da atmosfera, retornando com as ogivas apontadas a alvos. Sistemas de defesa ucranianos não estariam aptos a interceptá-lo com eficácia.

Especialistas ucranianos analisaram restos de um disparo anterior e apontaram que o míssil se baseia em projetos já conhecidos, sem indicar avanços tecnológicos radicais. As informações são provenientes de entrevistas com pesquisadores do setor.

*(Com informações de jornalistas da CNN e da Reuters)*

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