O ataque de Moscou contra Kiev ocorreu na madrugada de domingo, após a promessa de retaliação de Vladimir Putin. Bombardeios de grande escala atingiram a capital ucraniana com drones e mísseis, incluindo um míssil hipersônico Orechnik com capacidade nuclear, segundo autoridades locais. Ao menos quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, segundo o prefeito Vitali Klitschko.
A ofensiva revelou uma nova fase da guerra, com armamentos de difícil interceptação utilizados em múltiplas direções: terra, ar e mar Negro. Testemunhas relataram explosões intensas por volta de 1h, além de rastros luminosos no céu e tentativas de defesa antiaérea contra drones sobre o centro da cidade.
Na manhã seguinte, focos de incêndio permaneciam em áreas residenciais e industriais, e destroços bloqueavam acessos a abrigos subterrâneos. Kiev confirmou que uma escola foi atingida no bairro de Shevchenkivsky e que uma instalação de abastecimento de água sofreu impactos, aumentando o sofrimento civil.
Míssil hipersônico marca escalada
Relatos indicam que a capital esteve sob ataque massivo de mísseis inimigos. A Força Aérea informou que cerca de 90 mísseis e 600 drones foram lançados em uma das maiores operações desde o início do conflito.
O presidente Zelensky descreveu danos à infraestrutura civil, com ataques a abastecimento de água, mercados e dezenas de edifícios residenciais. O uso do Orechnik foi confirmado pelas autoridades ucranianas como parte da ofensiva contra Bila Tserkva, a sul de Kiev.
Reação internacional
O governo francês destacou que o Orechnik sinaliza uma escalada e criticou o impacto sobre civis. Líderes da União Europeia ressaltaram a natureza intimidatória do ataque com armamento de alto poder destrutivo, ressaltando o risco nuclear.
A Rússia afirmou que o ataque ocorreu em retaliação a supostos ataques ucranianos a infraestruturas russas, e disse ter mirado posições militares. Autoridades ucranianas contestam a versão russa e reiteram o uso de alvos civis na ofensiva.
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