A Rússia realizou, no domingo, um ataque com míssil hipersônico contra Kiev, a capital ucraniana, marcando a maior ofensiva contra a cidade desde o início do conflito. O ataque envolveu o disparo de 90 mísseis e 600 drones, deixando oito mortos e centenas de feridos, segundo autoridades locais. O lançamento incluiu o míssil balístico hipersônico Oreshnik, afirmam relatos.
Analistas destacam que o ataque vistosamente demonstra o alcance das capacidades militares russas e serve como resposta a ações recentes na região. Testemunhas locais descrevem a devastação causada pelo artefato, que elevou o nível de destruição na área atingida.
Especialistas em relações internacionais dizem que a operação funciona como recado para a comunidade internacional, especialmente para países europeus, em relação ao ritmo do apoio à Ucrânia. A ofensiva reduz a percepção de avanços ucranianos no terreno e evidencia o custo de cada etapa do conflito.
Para o professor Leonardo Trevisan, da ESPM, o ataque revela o tipo de arma disponível e o potencial de destruição, contribuindo para o reequilíbrio entre as posições das forças envolvidas. Trevisan aponta que a ofensiva pode influenciar decisões de apoio internacional e negociações futuras.
Trevisan também observa que Putin pode não aceitar acordos que não resultem na derrota do adversário ou na entrega de grande parte dos territórios controlados pela Rússia. A análise sugere que o episódio intensifica a pressão sobre países que fornecem suporte à Ucrânia.
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