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Cuba recebe cargamento de arroz da China em meio à crise

Cuba recebe quinze mil toneladas de arroz da China para mitigar a crise alimentar, com apagões e embargo dos EUA agravando a economia

Cuba tem recebido ajudas esporádicas de países como Rússia, México e China
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Cuba recebeu neste domingo 25 de maio um carregamento de 15 mil toneladas de arroz vindo da China, destinando-se ao porto de Havana. O lote marca o início de uma entrega prometida de 60 mil toneladas, dentro de um pacote de ajuda alimentar enviado pela China à ilha em crise econômica.

A China descreveu a doação como a maior ajuda alimentar enviada a Cuba nos últimos anos. O embaixador chinês, Hua Xin, afirmou à televisão cubana que as entregas representam suporte significativo ao abastecimento de alimentos.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, comentou em redes sociais que o gesto chega a milhões de consumidores e reforça os laços de amizade entre os dois países. A declaração enfatiza a cooperação em fases críticas.

O carregamento de arroz chega em meio a dificuldades econômicas agravadas pelo embargo dos EUA ao petróleo. Cuba depende de importações de energia e enfrenta falhas no fornecimento de eletricidade desde janeiro.

Cuba enfrenta apagões em meio à crise econômica

Neste domingo, a União Elétrica estimou que até 64% do território pode enfrentar apagões simultâneos. Em Havana, algumas interrupções já duraram mais de 22 horas. A situação energética é descrita como aguda pelo governo.

O governo cubano aponta o embargo americano como fator central para deficiência de energia, destacando a necessidade de cerca de 100 mil barris/dia de petróleo para manter o funcionamento do país, frente a produção local de aproximadamente 40 mil.

A imprensa local informou que Cuba tem recebido apoio esporádico de aliados, incluindo Rússia, México e China, enquanto as relações com Washington permanecem tensas. A atuação externa incide sobre a capacidade do governo de manter serviços públicos.

Ameaças dos EUA contra Cuba

As autoridades dos EUA, sob gestão de Donald Trump, mantêm pressão política sobre Cuba, buscando influenciar o cenário político da ilha. Analistas destacam que não há uma via rápida para substituição do governo cubano.

Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que o aparato de segurança cubano mostrou capacidade de sustentar controles internos, dificultando intervenções externas. A vigilância e a cooperação internacional são fatores citados para explicar a resiliência do governo.

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