As forças dos EUA realizaram ataques nesta segunda-feira no sul do Irã, em resposta a ameaças contra tropas americanas. Os bombardeios visaram barcos usados para colocar minas e pontos de lançamento de mísseis, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM). A operação foi descrita como defensiva durante a trégua vigente.
O ataque ocorre em meio a pressão crescente sobre o presidente Donald Trump para avançar em um acordo de paz com o Irã. O Pentágono informou que as ações visam proteger as forças americanas de ações de forças iranianas. Continua a pressão para reabrir o Estreito de Hormuz e tratar do programa nuclear do Irã.
Durante o fim de semana, Trump havia dito que o acordo com o Irã estava próximo, mas afirmou que as negociações poderiam seguir com cautela. O Irã, por meio da agência Fars, afirmou que a declaração de proximidade de um acordo não refletia a realidade.
Desenvolvimento da negociação e resposta regional
Democratas e alguns republicanos criticaram o acordo. Trump utilizou as redes sociais para classificar críticos como desinformados. Enquanto isso, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, enfatizou a esperança de um acordo que inclua o Líbano, e líderes israelenses reforçaram a definição de que o conflito pode se ampliar caso não haja acordo.
Israel informou planos de intensificar ataques na região, incluindo ações contra o Hezbollah no Líbano. O governo de Israel ressalta que manterá o direito de agir diante de ameaças em várias frentes, o que pode impactar as negociações entre EUA e Irã.
Outros desdobramentos
O petróleo mostrou volatilidade, com queda nos preços diante de expectativas positivas sobre um acordo que pode reabrir o Hormuz. Brasil e México anunciaram mudanças logísticas para o Mundial de Futebol de 2026, com a seleção iraniana definindo a base de treinamento em território mexicano.
Na véspera de feriado, Trump participou de um ato em memória de soldados dos EUA mortos na guerra contra o Irã, destacando que a agressão busca evitar que o Irã obtenha armamento nuclear. Estão em curso negociações diplomáticas para sustentar o cessar-fogo e avançar em um acordo instrumental.
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