OComando Central dos EUA informou que missões de ataque ocorreram hoje no sul do Irã como autodefesa para proteger tropas americanas, alegando alvos incluindo lançadores de mísseis e embarcações suspeitas de colocar minas. A declaração não detalhou os ataques.
Os ataques coincidem com negociações em Doha entre o maior negociador iraniano e o ministro das Relações Exteriores do Irã e o primeiro-ministro do Qatar, voltadas a um possível acordo para encerrar o conflito, segundo uma fonte da Reuters.
Em resposta, representantes de Washington afirmam que a trégua, vigente desde 8 de abril, permanece frágil, enquanto as partes envolvidas tentam manter o diálogo. As ações militares elevam a tensão na região e afetam as tratativas diplomáticas.
O anúncio de ações militares surge em meio a declarações do presidente dos EUA sobre o andamento das conversações com o Irã, indicando que o tema pode evoluir para um acordo “bom para todos ou nenhum acordo”. As informações foram divulgadas via redes sociais.
O ministro das Relações Exteriores dos EUA, Marco Rubio, que cumpre agenda na Índia, enfatizou que o Estreito de Hormuz deve permanecer aberto, descrevendo a situação como ilegal e insustentável. Rubio citou a possibilidade de avanços nas negociações em dias.
Entre desdobramentos paralelos, Trump sugeriu que o urânio enriquecido do Irã poderia ser destruído no próprio território, sob supervisão de uma agência nuclear internacional, o que especialistas veem como sinal de concessões.
Trump também afirmou que qualquer acordo para encerrar o conflito exigiria adesão de países da região, incluindo Arábia Saudita, Qatar, Egito, Jordânia, Turquia e Paquistão, aos princípios dos Acordos de Abraão.
Na região, o premiê israelense Benjamin Netanyahu declarou sua disposição de enfrentar o Hezbollah no Líbano, o que complica as negociações entre EUA e Irã. O Irã tem demandado que qualquer acordo de paz inclua a crise no Líbano.
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, elogiou o Hezbollah pela atuação no Líbano, destacando o apoio iraniano ao grupo. As declarações ressaltam a complexidade regional associada aos esforços de acordo.
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