Força policial grega prende cerca de 20 pessoas em Creta ligadas a desvio de fundos da UE. A operação foi deflagrada em Creta na segunda-feira, 25, como parte de ações anticorrupção contra uma suposta rede que desviava subsídios agrícolas da UE.
Os investigadores afirmam que a rede operava com apoio da antiga Agência de Pagamentos e Controle para a OPEKEPE, utilizando documentos falsos para obter grandes somas de dinheiro. O foco era falsificar titularidades de terras e de gado.
Entre os detidos, estão dois contadores e três funcionários dos KYD (Centros de Recebimento de Declarações), considerados parte da liderança do grupo. A polícia estima que o esquema tenha movimentado mais de 3 milhões de euros em menos de cinco anos.
A rede teria centro em Rétino, cidade no norte de Creta, com operações coordenadas pelos funcionários do KYD, que tinham acesso a informações agrícolas de terrenos não declarados ou pouco usados.
As investigações apontam que o esquema iniciou em 2019, incluindo a assinatura de acordos falsos e declarações também falsificadas com a ajuda de proprietários e produtores. Esses documentos seriam usados para pedir subsídios à UE via OPEKEPE.
O caso integra uma apuração maior sobre fraudes em subsídios no setor agrícola grego, liderada pela Procuradoria Europeia. A investigação abrange acusações envolvendo a PAC entre 2018 e 2022, incluindo declarações falsas de gado.
A pandemia de fraudes levou à reestruturação da OPEKEPE, criada na década de 90 e que, segundo autoridades, deixou de existir em 2025 como órgão autônomo. A operação segue com oitiva de testemunhas e cumprimento de mandados.
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