A análise de Igor Lucena, doutor em relações internacionais, aponta que o cessar-fogo não é prioridade para a Ucrânia no momento. Em entrevista ao Conexão Record News, ele afirma que a Rússia vem perdendo território e sofre pressão por parte das forças ucranianas, o que, segundo ele, mantém o foco militar em Kiev e outras áreas.
Ainda segundo Lucena, quando a Rússia é pressionada, há prejuízos estratégicos para Moscou, com relatos de ataques de drones contra alvos em Moscou e avanços ucranianos em territórios disputados. O especialista sustenta que esse dinamismo reduz as chances de acordos a curto prazo.
Contexto estratégico
Nesta segunda-feira, 25, a Rússia informou a autoridades internacionais que planeja ataques sistemáticos contra alvos na capital ucraniana. O chanceler russo teria discutido a medida com o secretário de Estado dos EUA, argumentando que a ofensiva seria resposta a ataques recebidos, conforme o governo de Moscou.
A posição de Kiev, segundo o analista, é de retomada de território, o que reforça a percepção de que há estágios de escalada. A leitura é de que a Ucrânia não vê motivos para abrir mão de avanços no momento, mantendo pressão militar na região.
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