O governo dos Estados Unidos anunciou um projeto para reduzir filas nos embarques por meio de uma inspeção de segurança realizada fora do aeroporto. O programa, chamado Straight to Gate, começa em 1º de junho de 2026 e permitirá que passageiros passem pela TSA antes de chegar ao terminal. O piloto ocorre no Aeroporto Logan, em Boston, com passageiros das companhias Delta Air Lines e JetBlue Airways.
A iniciativa busca desobstruir terminais e acelerar o fluxo de viajantes, acompanhando o crescimento recorde do movimento aéreo nos últimos anos. A implantação envolve um terminal remoto em Framingham, Massachusetts, a cerca de 40 km de Boston. Passageiros farão check-in, despacho de bagagens, inspeção da TSA e verificação documental fora do aeroporto.
Como funciona
O novo modelo prevê transporte entre Framingham e Logan em ônibus especiais, com a passagem direta para áreas restritas do aeroporto após a checagem. Passageiros não enfrentarão novamente detectors, scanners ou filas internas ao chegar ao terminal.
Segundo a Massport, o trajeto entre Framingham e Logan leva de 45 a 80 minutos, dependendo do trânsito. O custo estimado é de US$ 9 por trecho, e estacionamento no terminal remoto fica em torno de US$ 7 por dia. A operação será gerida pela Landline, empresa especializada em integração entre transporte terrestre e setor aéreo.
Perspectivas e impactos
Especialistas veem potencial para o futuro da aviação comercial, especialmente em cidades com limitações físicas para expansão de aeroportos. Autoridades já autorizam testes em outras praças caso o piloto em Boston seja bem-sucedido.
Além disso, o projeto não substitui exigências migratórias, entrevistas consulares ou autorizações de entrada nos EUA. Desafios logísticos como trânsito, sincronização dos ônibus e adaptação dos passageiros ainda podem surgir durante a implementação.
Entre na conversa da comunidade