Na noite de 25 de maio, forças dos EUA realizaram ataques que classificaram como autodefesa contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas na região ao redor do estreito de Ormuz. A ação ocorreu em um contexto de tensões entre os dois países.
Veículos de comunicação estatais iranianos disseram que as ofensivas violaram o atual cessar-fogo, em vigência há cerca de três meses. Do lado iraniano, as forças de Teerã apontam deterioração do acordo e reiteram a disposição de responder a violações de território.
No âmbito diplomático, o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores seguiam para Doha, onde se reuniam com o primeiro-ministro do Qatar para discutir um possível acordo com os EUA. As negociações giram em torno de um memorando de 14 pontos.
O conteúdo do texto em negociação sinaliza avanços em várias áreas, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Contudo, não há previsão de um acordo definitivo para encerrar os conflitos ainda.
Ainda nesta terça-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as tratativas podem levar alguns dias. O tema segue em avaliação entre as partes, sem confirmação de conclusão.
Em redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações vão bem, mas avisou sobre novos ataques caso haja fracasso. A declaração sugere opção por um acordo claro ou nenhum acordo, segundo a publicação.
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