O Irã informou que a guerra alterou a dinâmica no Estreito de Ormuz. Segundo o governo, o país passou a controlar a passagem para questões de segurança nacional. O argumento consta em um artigo assinado por Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores, divulgado pela Embaixada iraniana no Brasil na segunda-feira, 26 de maio.
No texto, o chanceler em Brasília sustenta que Teerã nunca aceitou plenamente tratados que permitiam passagem livre pelo estreito. O Irã defende agora uma passagem inocente com autorização prévia, sob o regime de navegação regulamentada.
Gharibabadi afirma que as mudanças se apoiam em tratados internacionais e no direito público. O artigo destaca que nenhum direito pode ser utilizado para ameaçar a segurança do Estado costeiro.
Situação no Estreito de Ormuz
Desde o início do conflito no Oriente Médio, o estreito passou a figurar entre os pontos mais sensíveis da região. O Irã iniciou um bloqueio parcial em resposta aos ataques em seu território, afetando o comércio global de petróleo, já que cerca de 20% do petróleo mundial trafica pelo canal.
A região opera sob restrições: navios sem ligações com EUA, Israel ou aliados não podem transitar livremente, e o acesso passa a depender de pagamento de pedágio. A medida visa coordenação de tráfego marítimo no estreito.
No fim de maio, Teerã anunciou a criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) para regular o tráfego na região. A autoridade terá a função de organizar a passagem de embarcações pelo estreito, dentro do novo regime.
Entre na conversa da comunidade