Onda de calor atinge Europa com recordes de temperatura e incêndios. Especialistas apontam que uma cúpula de alta pressão aprisiona o ar quente, dificultando a dissipação do calor. O fenômeno, ampliado pela crise climática, pode perdurar por dias ou semanas.
No Reino Unido, segunda-feira foi marcado pelo dia mais quente de maio na história, com 34,8 °C em Londres. A cidade também registrou uma noite sem quedas abaixo de 20 °C, em meio ao calor intenso. Na terça-feira, novas temperaturas ultrapassaram 35 °C, agravando o desconforto.
Nesta região, o calor também provocou impactos práticos: incêndios perto de áreas urbanas e interrupções no fornecimento de água no sudeste da Inglaterra, devido ao aumento da demanda. Tais efeitos afetam centenas de propriedades em várias localidades.
O que está em jogo
O Reino Unido, onde a maior parte das residências não conta com isolamento térmico adequado nem ar-condicionado em larga escala, passou a enfrentar padrões climáticos incomuns para o mês de maio. O Met Office observa que o ganho de intensidade é associado à mudança climática.
Contexto europeu
França registra temperaturas consideradas sem precedentes para a época, segundo o serviço meteorológico local, com o dia mais quente de maio. Mortes associadas ao calor e a eventos esportivos sob calor extremo foram reportadas, segundo autoridades francesas, agravando o grave cenário.
Perspectivas e avaliações
A Europa ocidental enfrenta elevações entre 10º e 15ºC acima da média. Espanha também registra valores elevados, com previsões de até 40 °C no sul para a segunda metade da semana. Especialistas destacam que ondas de calor deverão voltar a ocorrer com maior frequência.
Observações científicas
Pesquisadores ressaltam que a crise climática aumenta a chance de ondas de calor extremas. Mudanças nos padrões atmosféricos elevam a probabilidade e a severidade de episódios como este. O El Niño pode intensificar as temperaturas globais nos próximos anos.
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