Na última década, o tenente-coronel Luis Raúl González-Pardo, 65, veterano da Força Aérea cubana, percorreu a Flórida e Cuba sem revelar seu histórico militar ao entrar nos EUA. A situação mudou em novembro, quando ele foi preso sob acusações de fraude imigratória.
González-Pardo se declarou culpado em janeiro das acusações ligadas à omissão de informações sobre seu passado militar em formulários de imigração. A sentença está marcada para 28 de maio no Tribunal Federal de Jacksonville, na Flórida. Ele permanece preso preventivamente, com pena máxima de 10 anos.
Novo desdobramento jurídico
Em 20 de maio, o ex-piloto passou a figurar como réu em uma denúncia federal que envolve Raúl Castro e mais quatro integrantes da Força Aérea cubana. Todos são acusados de conspiração para assassinato em um caso ligado à morte de três americanos e de um residente dos EUA.
Segundo a denúncia, González-Pardo pilotava um dos caças MiG que abaterram dois aviões civis em fevereiro de 1996, no estreito da Flórida. O incidente ocorreu durante ações do grupo Irmãos ao Resgate, que buscava balseiros que tentavam deixar Cuba. Um terceiro avião conseguiu pousar em Miami.
Contexto e status processual
A denúncia aponta que, embora tenha participado do abatimento, González-Pardo não foi quem abriu fogo, conforme alegado. Caso haja condenação, ele pode receber prisão perpétua. O advogado de defesa, Miguel Rosada, não comentou as acusações.
Registros judiciais indicam que o réu entrou pela primeira vez nos EUA em maio de 2017, sem revelar o serviço militar. Em 2024, ele retornou ao país sob liberdade condicional humanitária, segundo acordo de confissão na fraude imigratória.
Reações e etapas seguintes
Um ativista cubano no sul da Flórida, que coordena pesquisas sobre pilotos cubanos, afirma ter identificado González-Pardo entre os envolvidos. A investigação federal permanece sem comentários oficiais, segundo o FBI. Indícios apontam para uma atuação histórica de pilotos cubanos na operação de 1996.
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