A Espanha deve agir com muito cuidado ao aprofundar relações com a China, disse o embaixador dos EUA na Espanha, Benjamin Leon. O alerta foi feito em Madri, nesta quarta-feira, durante um dos seus primeiros discursos públicos desde assumir o cargo em fevereiro. O objetivo é manter a China longe de setores considerados críticos, como dados, defesa e telecomunicações.
Leon destacou que contratos com empresas que atuam com a Huawei podem representar riscos. Segundo ele, é fundamental que a Espanha neighjeie a China apenas em áreas não sensíveis para a segurança nacional dos EUA. O enunciado enfatizou a necessidade de proteger cadeias de suprimentos, pesquisa e propriedade intelectual.
O embaixador afirmou ainda que a China busca dominar tecnologias essenciais por meio de práticas comerciais injustas e coerção econômica. O recado para a Europa é proteger capacidades estratégicas, reforçar democracias e preservar valores democráticos.
Relação bilateral e tensões políticas
A retórica de Leon ocorre em um momento de tensão entre o governo dos EUA, ainda sob Donald Trump, e o governo espanhol, que se distancia de compromissos de defesa exigidos pela OTAN. Madrid não concordou com o aumento de gastos de defesa para 5% do PIB nem com o uso de bases pelos EUA em ações contra o Irã.
Leon comentou que a Espanha tem frustrado decisões de Washington, mas reforçou que a escolha sobre sanções cabe exclusivamente ao presidente dos EUA. Ele minimizou a possibilidade de sanções econômicas ou militares imminentes, mantendo a expectativa de cooperação entre os dois países.
Baseamento estratégico na Espanha
O embaixador destacou as bases navais de Rota e Morón, no sul da Espanha, como pilares da defesa coletiva entre as nações. Segundo ele, a presença americana continua essencial diante de um cenário de maior volatilidade na Europa e de potenciais reduções de tropas dos EUA no continente.
Condições de cooperação e segurança
Leon encerrou assinalando que, apesar das fricções, há espaço para continuidade da parceria. Em tempos considerados perigosos, o compromisso dos EUA com a defesa europeia permanece ativo, com apoio aos aliados na região.
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