Embaixador dos EUA na Espanha, Benjamin Leyó? Leon, alerta sobre aprofundar laços com a China, dizendo que o país deve agir com cautela para evitar setores críticos, como dados, defesa e telecomunicações.
Leon levantou preocupação com contratos públicos concedidos a empresas que atuam com a Huawei, a gigante chinesa apontada por Washington como risco inaceitável à segurança nacional. A observação ocorreu durante um de seus primeiros discursos públicos no cargo, nesta quarta-feira (27).
Segundo o diplomata, a Espanha deveria manter o Chinese longe de áreas estratégicas. Caso contrário, haveria risco para a segurança compartilhada entre os dois países, ainda que, conforme ele, não haja percepção de danos imediatos à confidencialidade de informações.
A China é apresentada pelos EUA como usuária de práticas comerciais injustas e coerção econômica para ampliar influência. Leon afirmou que isso pode afetar cadeias de suprimentos, pesquisa e segurança, pedindo proteção de propriedade intelectual e valores democráticos na Europa.
As relações entre o governo do presidente Donald Trump e o Executivo espanhol têm sido tensas por divergências sobre gastos militares e adesão à Otan. Madrid não concordou em elevar o gasto de defesa para 5% do PIB nem facilitar uso de bases pelos EUA.
Em outubro, Trump sinalizou a possibilidade de sanções contra a Espanha por não aumentar o orçamento militar, mas Leon minimizou a probabilidade de medidas econômicas ou militares, afirmando que sempre haverá algum tipo de relação entre os dois países.
Leon destacou as bases navais de Rota e Morón, no sul da Espanha, descrevendo-as como fundamentais para a defesa coletiva. Mesmo diante de dúvidas sobre o redesenho das tropas americanas na Europa, ele enfatizou o papel estratégico das instalações espanholas.
Vivemos tempos de maior periculosidade, disse o embaixador, ressaltando que a Europa precisa estar preparada para a defesa, com os EUA ao lado dos aliados, conforme afirmou em seu discurso.
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