Daniela Klette, de 67 anos, ex-integrante do grupo Baader-Meinhof, foi condenada na Alemanha a 13 anos de prisão por uma série de roubos a mão armada. A sentença foi proferida nesta quarta-feira, 27, após décadas foragida.
Segundo o tribunal, o crime financiou a vida dos três sobreviventes da chamada terceirá geração do RAF, dissolvido em 1998. A Justiça entendeu que Daniela atuou identificando alvos, coordenando fugas e, em alguns casos, usando armas pesadas.
A operação que levou à prisão ocorreu em fevereiro de 2024, quando a polícia encontrou no apartamento de Daniela um fuzil Kalashnikov, perucas, documentos falsos, além de ouro e dinheiro em grandes quantias. Os cúmplices também foram apontados pela acusação.
Quem está envolvido
Daniela Klette, Burkhard Garweg e Ernst-Volker Staub integravam a chamada terceira geração do RAF, ativo nas décadas de 1980 e 1990. Garweg e Staub são procurados pela polícia, com idades estimadas hoje em torno de 57 e 72 anos.
Detalhes da condenação
Ao todo, a Justiça considerou seis acusações de roubo particularmente grave entre 1999 e 2016. Outras acusações incluem extorsão e porte ilegal de armas. Os advogados de Daniela recorreram da decisão, conforme informou a defesa. A promotoria aponta que o trio acumulou cerca de 2,4 milhões de euros em saques de supermercados e cofres de carro-forte.
Contexto histórico
O Baader-Meinhof, conhecido como Fração do Exército Vermelho, ficou marcado por atentados, assassinatos e sequestros nas décadas de 1970 e 1980. A organização nasceu da radicalização de parte do movimento estudantil e teve impactos duradouros no cenário político alemão. A polícia continua buscando Garweg e Staub, se vivos, para responder pelos inquéritos em aberto.
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