Israel realizou mais de 120 ataques aéreos contra o Líbano em um dos dias mais intensos de bombardeio nas últimas semanas, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciando escalada da ofensiva contra o Hezbollah. Os ataques ocorreram na terça-feira, em várias regiões do sul do Líbano e na Bekaa oriental.
O Exército de Israel afirmou ter atingido cerca de 100 alvos ligados ao Hezbollah, entre instalações de armazenamento, centros de comando e pontos de observação usados para atacar tropas e moradores no norte de Israel. A ofensiva ocorre em meio a tensões persistentes após o rompimento de um cessar-fogo mediado pelos EUA no mês passado.
Para o Liibano, o Exército Nacional informou que, pelo menos, 10 pessoas morreram em Burj al-Shamali e 12 em Mashghara, incluindo membros de uma mesma família. Outros relatos indicam dezenas de feridos e danos extensos em várias localidades.
Desde março, o conflito entre Hezbollah e Israel provocou a deslocação de mais de 1 milhão de pessoas no Líbano, segundo autoridades locais. O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde libanês aponta pelo menos 3.213 mortos e cerca de 9.700 feridos desde o início das hostilidades.
Impacto humano e desdobramentos
A fala de Netanyahu aponta que as forças israelenses operam com grande contingente para fortalecer a faixa de segurança no sul do Líbano, citando proteção às comunidades do norte de Israel. A guerra é alimentada por relações entre o Hezbollah e o Irã, que condiciona qualquer acordo com Washington ao fim dos ataques a Israel.
Segundo as informações disponíveis, 23 soldados israelenses e um contratado de defesa teriam morrido em território libanês ou próximo, e dois civis teriam sido mortos no norte de Israel, até o momento. O Hezbollah não divulgou números oficiais de suas baixas.
Autoridades locais e agências de notícias destacam a gravidade das perdas civis, bem como o impacto humanitário das operações militares na região. Não há confirmação independente sobre o total de danos materiais ou pessoas afetadas em todas as localidades afetadas.
Este relatório reúne informações de fontes como o Ministério da Saúde do Líbano, comunicados oficiais israelenses e agências internacionais. Contribuições adicionais vêm de agências de notícia reconhecidas para o contexto do conflito.
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