O chefe do serviço de inteligência britânico GCHQ afirmou que quase meio milhão de soldados russos foram mortos desde o início da invasão da Ucrânia, há mais de quatro anos. A estimativa foi apresentada em um discurso inaugural de Anne Keast-Butler em Bletchley Park, na Inglaterra, destacando que as operações russas teriam entrado em retração no campo de batalha pela primeira vez desde o fim de 2022.
Keast-Butler indicou que há novas informações de inteligência sugerindo esse patamar de perdas, sem apresentar um número exato. A estimativa é próxima de meio milhão, segundo a autoridade. A declaração occurreu enquanto o conflito permanece intenso no leste da Ucrânia e uma estratégia ucraniana busca superar as baixas russas para limitar novas entradas de efetivo.
Contexto do conflito
Especialistas ocidentais estimam que as baixas totais russas, entre mortos e feridos, estejam em torno de 30 mil por mês durante abril. Em comentários prévios, o Congresso dos EUA citou faixas de 15 mil a 20 mil mortos por mês. Observa-se uma pressão russa para capturar a região de Donbas, com impactos significativos no equilíbrio territorial do país.
As estimativas de recrutamento russo variam conforme fontes, com economistas estimando entre 800 e 1 mil recrutas diários, ou entre 25 mil e 31 mil por mês. Dados oficiais sobre o tema não são plenamente transparentes, dificultando a verificação independente.
Cooperação frente às ameaças
Em abril, o secretário britânico da Defesa mencionou que uma embarcação de guerra britânica e aeronaves acompanharam submarinos russos em operação de vigilância subaquática no Atlântico Norte, em uma ação de aproximadamente um mês. Keast-Butler defendeu a importância de manter a parceria entre Reino Unido e Estados Unidos, ressaltando que a aliança de inteligência permanece fundamental para a segurança de ambos os países.
A chefe do GCHQ enfatizou que a cooperação entre serviços de inteligência é histórica e robusta, abrindo espaço para a expansão da aliança Five Eyes com a participação da Austrália, Canadá e Nova Zelândia. O objetivo é fortalecer proteção a infraestruturas críticas, como cabos e oleodutos, especialmente nas águas britânicas, contra possíveis ataques cibernéticos e de vigilância.
Avanços tecnológicos e futuro da segurança
Keast-Butler sinalizou que o GCHQ, em conjunto com a NSA dos EUA, trabalha no desenvolvimento de algoritmos de segurança capazes de resistir a ataques de computadores quânticos, esperados para entrarem em operação nos próximos anos. A dirigente ressaltou que futuros avanços nessa área podem comprometer códigos e criptografia usados hoje, exigindo proteção das infraestruturas críticas.
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