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25 anos após 11 de Setembro, EUA temem mais extremistas domésticos

Violência aleatória, porém, lidera o ranking de temores, citada por 42% dos entrevistados em pesquisa Reuters/Ipsos

Arranha-céu com incêndio e explosão de fogo próximo ao topo, seguido de grande coluna de fumaça escura, visto entre outros prédios da cidade.
Avião atinge a torre sul do World Trade Center em 11 de setembro de 2001 (Crédito: Robert J. Fisch/Wikimedia Commons)

Quase 25 anos depois do 11 de Setembro, que voltou a atenção dos Estados Unidos para ameaças externas, os norte-americanos atualmente temem mais extremistas domésticos do que grupos estrangeiros, revela pesquisa Reuters/Ipsos.

Ao serem questionados sobre qual seria o maior risco à segurança do cidadão comum, 33% dos entrevistados citaram o terrorismo doméstico, contra 20% que mencionaram o terrorismo vindo de fora. Outros 42% apontaram atos de violência aleatória, como tiroteios em massa, de acordo com o levantamento feito entre os dias 28 e 31 de agosto.

Há dez anos, o cenário era outro. Em meados de 2013, uma pesquisa semelhante da Reuters/Ipsos mostrava que 21% dos norte-americanos viam o terrorismo doméstico como principal ameaça, patamar abaixo dos 28% que citavam o terrorismo estrangeiro e dos 51% que apontavam a violência aleatória.

Em 11 de setembro de 2001, militantes estrangeiros ligados à Al-Qaeda usaram aviões sequestrados para atacar o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, na região metropolitana de Washington. Os atentados mataram milhares de pessoas e deram início a décadas de conflitos, entre eles a invasão do Afeganistão liderada pelos Estados Unidos, país onde a cúpula da Al-Qaeda estava baseada.

A mesma organização também inspirou o ataque à Maratona de Boston, em 2013, quando dois irmãos nascidos fora dos Estados Unidos mataram três pessoas e feriram mais de 260. Dias depois, uma quarta vítima morreu em decorrência dos ferimentos.

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O peso do extremismo doméstico

Os Estados Unidos também acumularam uma longa lista de ataques de origem doméstica. Entre eles está o massacre de 2016 em uma boate voltada ao público LGBTQ na Flórida, que deixou 49 mortos, além de outros ataques direcionados a pessoas negras, latinas e judias.

O próprio presidente Donald Trump já foi alvo de tentativas de assassinato, incluindo um ataque em 2024 que atingiu sua orelha. Em setembro de 2025, o ativista conservador Charlie Kirk foi assassinado a tiros enquanto discursava a universitários em Utah.

Questionados especificamente sobre ataques motivados por ideologia, 61% dos entrevistados apontaram os extremistas domésticos como maior ameaça, ante 34% que citaram grupos de fora do país.

A pesquisa também mostra que o peso simbólico do 11 de Setembro segue forte. Seis em cada dez entrevistados dizem pensar nos atentados com regularidade, e uma proporção semelhante afirma que apoiaria uma resposta militar caso outro ataque de grande escala voltasse a ocorrer.

Apesar disso, os norte-americanos avaliam mal os conflitos que vieram depois dos atentados. Cerca de 48% disseram que a guerra no Afeganistão não valeu o custo pago, contra 21% que consideram que valeu. O restante não soube responder ou preferiu não opinar. A guerra no Iraque recebeu avaliação parecida, com 51% de desaprovação e 21% de aprovação.

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Essa rejeição às guerras pós-11 de Setembro ajudou a impulsionar a ascensão política de Trump, cuja campanha prometia evitar o envolvimento dos Estados Unidos em conflitos prolongados.

Seis meses atrás, porém, foi o próprio Trump quem deu início a uma guerra contra o Irã, conflito que segue sem sinais de resolução rápida. Segundo a pesquisa, apenas 25% dos norte-americanos consideram que esse confronto valeu a pena, contra 54% que discordam.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada pela internet e ouviu 1.167 adultos norte-americanos em todo o país. A margem de erro varia entre 3 e 6 pontos percentuais.

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