Oito militares venezuelanos condenados por conspirar contra o governo de Nicolás Maduro deixaram a prisão na terça-feira, 26. A libertação ocorreu no âmbito de medidas do governo interino de Delcy Rodríguez. Eles estavam ligados ao chamado Caso Paraquedistas, que acusava incitação contra o regime.
Entre os libertados está o grupo de sargentos paraquedistas que cumpriam penas por suposta conspiração. O general Raúl Isaías Baduel, aliado de Hugo Chávez, também integrado ao caso, morreu em 2021 na prisão. Duas filhas de Baduel atuam pela libertação de familiares.
Os familiares e defensores comemoraram a decisão. Conforme informações divulgadas, o grupo deixou o tribunal sob aplausos, com um dos oficiais em cadeira de rodas ergueu a bandeira nacional. A ONG Foro Penal reportou a libertação por pena cumprida.
Contexto do caso
A presidente interina assinou lei de anistia que exclui a maioria dos militares, apontados por ONGs como presos políticos. O PTA aponta que a maior parte dos beneficiados não estava presa, mas respondia a processos. A comissão parlamentar avalia tramitações em curso.
Segundo a Foro Penal, desde janeiro quase 800 presos políticos foram libertados. O governo afirma que cerca de 8 mil pessoas foram beneficiadas pela anistia em vigor desde fevereiro, embora muitos já respondessem a processos.
Dois grupos de militares já haviam sido libertados: um primeiro grupo de 31 militares saiu da prisão em fevereiro, sob liberdade condicional. A ONG e autoridades destacam que o cenário político é polarizado e que o andamento de casos varia conforme as circunstâncias judiciais.
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