O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã foi analisado por Juliano Cortinhas, professor de Relações Internacionais da UnB, como uma manobra para distrair a opinião pública dos problemas internos desses países. O episódio é visto como parte de um cenário regional mais amplo no Oriente Médio.
Cortinhas explica que não é possível compreender a relação EUA–Irã sem considerar a atuação de Israel como parte do contexto. Segundo ele, o momento envolve pressões internas em ambos os governos, influenciando as decisões externas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também enfrentava instabilidade governamental.
O professor aponta que a crise na Palestina, descrita como grave por analistas, alimentava críticas internas e internacionais. Nesse quadro, o ataque ao Irã seria uma estratégia para desviar o foco da opinião pública de Israel e dos EUA.
Para o especialista, as negociações em curso não devem resolver a crise de forma definitiva. Ele lembra que o Irã já foi alvo de ataques no ano anterior, o que sugere apenas um adiamento do problema, potencialmente até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
O contexto regional também envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou a tensão na região e contribuiu para o acirramento das disputas entre as partes envolvidas.
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